No premem sul, por exemplo, faltam pelo menos 30 professores para completar o quadro
A falta de professores vem prejudicando as aulas em muitas escolas da rede estadual. Na zona Sul de Teresina, por exemplo, as aulas do Premem Sul tiveram que começar uma semana depois do previsto porque não havia professores suficientes. Nas escolas da zona Norte, a situação se repete. Nas Unidades Escolares Helvídio Nunes e Firmina Sobreira faltam professores em várias disciplinas, como Matemática, História e Espanhol. Quando não dá para reunir as turmas e preencher o horário das aulas só resta uma alternativa: mandar os alunos de volta para casa.
No Premen Sul, faltam pelo menos 30 professores para completar o quadro. Até o momento, só dez se apresentaram. No caso dessa escola, que oferece ensino profissionalizante, a situação é ainda pior, já que necessita de profissionais com bacharelado. "Na área de Radiologia não temos professores efetivos", cita a diretora Elizete Martins. Ela diz que o Premen foi a única escola da zona Sul que adiou as aulas por conta da falta de professores. A escola oferece seis cursos profissionalizantes e possui mais de mil alunos matriculados. "Há um projeto para ampliarmos a oferta de vagas, já que a procura é muito grande", completou.
Na zona Norte, a Unidade Escolar Helvídio Nunes precisa de pelo menos mais quatro professores, nas disciplinas de Física, Matemática, Espanhol e História. Na manhã de ontem, três turmas estavam sem professor e os alunos tiveram que se deslocar para outra sala de aula. O diretor Eustáquio Bastos afirmou que a escola atende a 700 alunos, matriculados no Ensino Médio.
A escola possui 40 professores, que atuam nos três turnos. O diretor destaca que tem a preocupação de manter os alunos em sala de aula, mesmo quando não tem professor para cobrir o horário. "Assim eles não ficam pelos corredores", justifica.
Na Unidade Escolar Firmina Sobreira a situação é ainda pior e faltam professores para quase todas as disciplinas. A coordenação da escola afirmou que já solicitou à Secretaria de Educação a contratação de mais profissionais, mas que, até o momento, o déficit não foi resolvido.
A escola atende a cerca de 1,2 mil alunos. Além da falta de professores, a precariedade na estrutura física da escola vem afastando os alunos da sala de aula.
A reportagem tentou entrar em contato com as coordenações da 13ª e da 4ª Gerências Regionais de Educação. Em nenhuma delas foi possível obter mais informações a respeito da lotação dos professores.